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Aprendendo a Aceitar e Pedir ajuda.

Eu aprendi e aprendo tanto com a maternidade até hoje. De tanto que aprendi, hoje mais questiono do que concordo com tudo o que a sociedade impõem para as mães. Quantas e quantas vezes, eu já não vim aqui desabafar com vocês, sobre não estar dando conta de tudo, sobre estar me sentindo pressionada, triste, cansada e exausta muitas das vezes. E quantas vezes eu me sentia sendo deixada de "lado" pelo meu filho, simplesmente por aceitar ou pedir uma ajuda.

Isso é tão, tão ruim, que eu nem consigo descrever para vocês como eu me sentia, cheguei a pensar que estava em depressão por todo esse acontecimento. Porque querer ser uma mãe maravilha

Como e quando eu comecei a ver tudo isso de uma forma diferente?
É bem complicado essa história de aceitar e pedir ajuda, eu por exemplo, muitas das vezes nem tenho que pedir é tanta gente linda que Deus colocou em nossas vidas, desde família a amigos e gente para nos ajudar é o que não falta SEMPRE!
Claro que quando vou pedir ajuda eu sempre recorro a minha família né? E um dos momentos em que eu mais comecei a ver a necessidade dessa "ajuda", desse socorro, foi quando eu estava me esquecendo, eu havia me perdido COMPLETAMENTE, não me cuidava mais, não tinha mais vida sem o Murillo, por uma escolha minha, porque eu queria ser a mãe maravilha, e para mim ninguém mais iria cuidar dele como eu. Tanto que ele frequentou o escritório comigo durante longos 4 anos, o que fazia ele sofrer e me satisfazia de estar 24 horas colada nele. 

Eis a segunda parte, meu relacionamento indo por água abaixo. Eu cobrava do Raphael o mesmo que eu, que ele se abandonasse e vamos viver nós três em uma bolha, vamos trabalhar e ser família e fim. Ninguém mais pode fazer isso por nós. NINGUÉM, devemos viver em função do Murillo até quando ele crescer e seguir a sua vida. Eis que as brigas começaram a ficar cada vez piores. 
E o pior era ver que a minha mãe, minha irmã, enfim, minha família dava razão a ele, ele estava certo e eu errada. E ficando louca, literalmente louca gente.

Até que um dia a minha mãe me disse, "Camila, quantas vezes eu tive que pedir ajuda para criar vocês? Eu deixava vocês com suas tias, com vizinhos, com quem pudesse! Eu sofri, mas foi necessário eu não tinha as mesmas regalias que você. Você existe e precisa viver!"
Sabe aquele tapa na cara? Foi nessa hora. 

Então eu decide que iria mudar a minha vida, e que eu queria me reencontrar porque eu mereço, Murillo merece, meu relacionamento e minha família merece o melhor de mim também. 
Não mudei do dia para noite, quem me acompanha nas redes pode perceber melhor, foi tudo no meu tempo, comecei a dedicar dias ao Rapha, dias ao Muri, dias a mim, comecei a fazer tratamentos estéticos que tanto queria, planos para mim, consegui terminar minha faculdade, e tudo foi ficando tão mais leve. 

Eu terminava os dias menos cansada, eu fui começando a ficar menos ansiosa e o Murillo também foi sentindo uma vida mais leve, sem tantas cobranças minhas. Claro que para tudo isso acontecer temos que impor limites.
O desejo de qualquer dos avós é que o neto more na casa deles.

Hoje sempre entramos em um acordo, Muri sempre nos pede para ficar na minha mãe e na mãe do Rapha e sempre vamos combinando, uma noite aqui, outra lá. E assim vamos vivendo, bem melhor, peço sem medo ajuda para buscar na escola, para levar no médico e etc. 


Nas férias é quando mais preciso de ajuda, porque geralmente eu e o Rapha não conseguimos tirar férias junto com ele. Então eu acabo aceitando sempre ajuda de todos hoje, na sexta-feira da semana passada ele dormiu na casa de uns amigos nossos, essa semana ele passou 2 dias com a minha sogra, e na terça-feira as aulas retornam e voltamos a vida normal e rotina.
Quando Miguel nascer vamos nos dedicar 1 mês a eles dois, e eu já me preparo para me perder num rio de amor e me reencontrar novamente.
E sigo sempre em busca de uma maternidade mais leve♥

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