2016

Sou Jovem Mãe - Eduarda Rodrigues

14:48

 No dia 10 de Junho de 2015 descobri que minha vida tinha acabado de mudar, eu já desconfiava mais o medo do exame era maior, por no fundo já saber o resultado. Um dia antes havia feito um teste de farmácia e tinha dado negativo, mais eu sabia que não era este o resultado. No dia seguinte, fui ate o laboratório e realizei o exame de sangue, as 06:00 da manhã, o resultado sairia a partir das 15:00, imagina como foi meu dia!! Eu olhava a todo instante o site do laboratório, e nada. Então saio para meu almoço quando volto, abro a pagina e lá estava um POSITIVO em letras maiúsculas, aquelas letras que vem pra assustar e nunca te fazer esquecer. Estava de 07 semanas. Uma semana depois contei pro pai do meu filho, ele pediu na mesma hora pra abortar mais eu neguei e fui forte, ele me falava que se eu não fizesse iria sumir e no final ele sumiu. Estava sozinha, gravida, sem apoio, cheia de duvidas, sentimentos, emoções. 
Foi então que resolvi contar pra minha mãe, (meus pais haviam se separado a um ano), eu com 18 anos, cursando faculdade de Engenharia, com um futuro promissor, o desejo de toda mãe. Falar que estava gravida seria o fim, e foi! Minha mãe realmente surtou, saiu de casa por alguns dias, meus pais não gostavam e não gostam do pai do meu filho (só pra piorar mais a situação rs).

Meus pais no primeiro mês não falavam comigo, me ignoravam, não tinham reação nem nada, mas tudo mudou quando eu completei 10 semanas eu passei muito mal e tive que ficar hospitalizada, tive uma infecção que inchou meu rim esquerdo, e eu tinha que tomar um remédio que era filtrado por uma bomba durante 5 horas por dia, nos primeiros 10 dias eu não tinha nenhuma melhora, e então os médicos chamaram meus pais e eu e falaram que se em 5 dias eu não melhorasse eu precisaria fazer uma ressonância magnética e inserir um cateter ate o canal urinário o que poderia levar a um aborto. Quando ouvi isto, so chorava, dizia que se eu perdesse meu filho sairia do hospital direto para um cemitério pois não queria mais viver (engraçado como o amor de mãe é instantâneo, vi meu filho uma única vez, por um ultrassom e ele era somente uma bolinha e eu já amava ele incondicionalmente), foi então que eu comecei a lutar contra meu corpo, pra me sentir melhor, todo este processo durou 25 dias, de 62 kg sai do hospital pesando 43 kg, fiquei um mês de licença do trabalho, e Deus me mostrou o amor, minha mãe começou a aceitar meu filho (que todos achavam ser uma menina. Desde o principio sabia que era menino), meu pai foi o primeiro a comprar um presente pro pequeno, e minha mãe com ciúmes foi a segunda logo em seguida a comprar presentes, com 16 semanas descobri que a Hellena era o meu Benjamin, minha gravidez foi tranquila tive anemia devido os problemas iniciais mais consegui recuperar meus quilos pedidos cheguei a engordar 25 kg rsrs,


E foi no dia 17/02/2016 as 09:00 (sempre pontual) pesando 3.470 kg com 50,5 que veio ao mundo o pequeno Benjamin, hoje ele é o xodó da casa, da família e o mundo gira em torno dele. O pai sumiu, não e presente mas eu sei que não faz falta porque o amor que ele recebe é imenso. E sei hoje que fiz a escolha certa de levar minha gravidez ate o final ❤

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2 comentários

  1. Que história linda!!! Me emocionei pois a minha é quase parecida! Parabéns para nós, mulheres de fibra! ❤

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  2. Nossa que história linda. Uma criança é capaz de quebrar qualquer ódio dentro de uma família. Tenho o caso da minha afilhada, onde os avós não aceitaram, colocaram minha prima pra fora de casa, mas depois que a Camille nasceu, nossa foi um soco na cara deles. Hoje, ela é o amor da vida deles.

    Eu aqui, esperando minha Maria Júlia, que graças a Deus sempre foi muito desejada e planejada (mais ou menos).

    http://www.episodiodehoje.com.br/

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