2015

Evento MAM Brasil - Limites na Educação - Daniella Freixo - Parte 1

19:27

Hoje a convite da MAM Brasil fomos conferir o evento com a palestra da Daniella Freixo de Faria - Psicóloga Infantil, mãe de duas meninas e autora do livro "Conversa com Criança, Presença-Caminho  volume 1" 



A Daniella é uma pessoa incrível, foram quase 2 horas de palestras, que pareceram 2 minutos, todo mundo, queria, mais e foi de um aprendizado incrível para mim, pelo menos.  Já escrevi algumas vezes aqui, quando me senti culpada quanto a educação do Murillo né? Sobre o Terrible Two, sobre as manhas, sobre os choros, sobre tudo, até a interferência dos avós, o qual eu acho que já resolvemos. A questão é que hoje, eu percebi que os que mais estavam "errando" era eu e o Rapha, e agora eu vou contar o porque e o que aprendi hoje. 



Para começar a Daniella começou falando sobre o nosso "Histórico Geracional" vocês já pensaram que isso pode interferir na educação dos nosso filhos? A forma que fomos criados, pode passar para os nossos filhos. Houve uma época em que existia muito "Autoritarismo", as crianças não tinham permissão de jantar com os pais, de escolher e nem de expor seu ponto de vista. 

Hoje as crianças tem mais permissividade, e muitas vezes estendemos tanto essa permissividade que acabamos nos tornando refém, então..

Qual é o limite?  
O lado bom da família atual, onde as crianças são o ponto central, é que elas passaram a ser consideradas, ou seja, elas podem escolher, se expressar e etc. Esse é o lado, mas também existe o lado ruim. Que é a parte da criança ser atendida, como eu disse, quando passamos a ser reféns. Por exemplo, a criança não quer comer o almoço que você fez, você vai e muda tudo só porque ela pediu outra coisa. Entendem? Ou quando esquecemos do nosso casamento, relacionamento pelos filhos. As crianças podem e devem entender, que os pais também precisam de um tempo, e que isso é para o bem da família e dos pais. 

 Como construir o limite? 
 O limite é uma construção diária, não tem nada pronto. 
 No limite emocional, ensinamos que somos únicos, que cada pessoas tem o seu jeito ninguém é igual. Evitar as comparações com outros filhos, filhos de amigos e etc. 
No limite fisico, ensinamos a viver nesse mundo, andar, cair, levantar, correr e etc. 
Os dois envolvem pequenos gestos e grandes gestos, que devem estar na nossa rotina. 

Que olhar oferecemos para os nossos filhos? 
Onde eu vi que mais erro é querer dar características ao Murillo, por exemplo, "você é isso, você é aquilo". Devemos saber como encontrar os nossos filhos, para isso devemos usar os nossos saberes sem dar a eles características. Por exemplo, podemos usar o "Você está" em vez de usar o "Você é". 
Quando usamos o "Você está bravo agora!" ele pode mudar o seu estado emocional, mas quando usamos o "Você é bravo!" estamos dizendo que ele pode mudar essa situação, e que ele é aquilo e pronto.  
Nessa parte eu me identifiquei muito, e quero mudar isso o mais rápido possível, vou buscar mais dicas no livro e venho contar para vocês!   

Sintonia entre os pais 
Isso é o principal meninas, a criança pode se sentir confusa em relação a duas abordagens diferentes. Muitas vezes, discordamos e acabamos resolvendo esses problemas na frente das crianças mesmo né?  Por aqui, já fizemos isso algumas vezes, confesso. A Dra Daniella nos disse que devemos conversar, sozinhos, decidir quais são os valores e princípios, e decidir também o que queremos como pais. 
Uma outra coisa que acontece muito, por aqui, pelo menos, são as transferências entre nós, por exemplo, Murillo não quer se vestir para sair ou para ir pra escola, eu sempre uso o "Vou ligar para o seu pai se você não fizer isso!". Nesse momento eu estou mostrando para ele, que não consigo resolver a situação e que preciso do pai dele entendem?  A criança percebe que pode usar você nas situações, mas com o pai não. 
Não pode haver transferências entre os pais. 
Sempre devemos mostrar que somos PAI e MÃE isso deve ficar bem claro para criança, e nesses limites que aprendi hoje, repetir as palavras na frase como "O papai não gostou disso, a mamãe não gostou disso" enfatiza na cabeça da criança a hierarquia de uma forma boa. 

O texto já ficou bem grande, então eu vou dividir em duas partes ok meninas? Amanhã eu posto o resto! 


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