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Momento do desmame




A pergunta mais difícil: "Quando tirar?" 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o leite materno seja oferecido até o segundo ano da criança (quando possível). Porém, sabemos que nos dias atuais isso é muito complicado, geralmente as mães voltam a trabalhar ou estudar e passam longos períodos longe dos filhos. 
“A produção do leite materno é regulada pela sucção do bebê. Quando há espaçamento das mamadas, a quantidade de leite diminui naturalmente” - explica Lélia Cardamone, pediatra e professora da Unifesp. 
A retirada do peito não ocorre de um dia para o outro, é um processo gradual, que pode ser pensado a partir do sexto mês da criança, de modo que mãe e filho se acostumem com a ideia de que, em algum momento, haverá a separação. 

O processo se inicia com a substituição da mamada do almoço pela primeira refeição salgada. O processo continua no sétimo mês, quando a mamada do jantar pode ser trocada por outra refeição sólida. A mãe que passa o dia trabalhando tem a possibilidade de amamentar de manhã, ao acordar, e de noite, antes de dormir. Se tiver condições, ela ordenha o leite e deixa devidamente armazenado para ser oferecido ao bebê no período da tarde, em uma mamadeira. Dessa forma, por volta dos 2 anos, a criança já faz várias refeições durante o dia e restam apenas uma ou duas mamadas, o que facilita a retirada, que deve ser gradual. Quando o bebê passar a receber alimentos sólidos, ele começará a pular algumas mamadas naturalmente. Preste atenção também aos seus sentimentos de mãe: você deve estar confiante para dar esse passo, ou transmitirá insegurança à criança. 

A ajuda da família é fundamental para conseguir fazer o desmame: quando a criança pedir o peito antes de dormir, por exemplo, a mãe deve sair do campo de visão dela e deixar que uma dessas pessoas a acalme, embalando-a e oferecendo uma mamadeira. 

Depois dos 2 anos, quando já está se alimentando bem, é comum que a criança faça o peito de “chupeta”, ou seja, ela pede quando precisa se acalmar ou dormir – e não porque está com fome. Com essa idade, ela sabe puxar a blusa da mãe e costuma vencer pelo cansaço. Em casos assim, seja firme, converse bastante e vá reduzindo as mamadas um pouquinho por dia, até parar completamente. 


Se o desmame precisar acontecer antes dos 2 anos – seja porque a mãe vai voltar a trabalhar, porque o filho começa na escola ou porque a mulher não se sente mais confortável para amamentar uma criança um pouquinho maior –, não precisa haver sentimento de culpa. A mãe tem que estar convicta para passar a segurança necessária.      


Em geral, a situação é preocupante apenas quando o bebê, com mais de 6 meses, recusa-se a comer e só quer mamar no peito. A partir dessa fase, a criança ainda precisa do leite materno, mas também deve ingerir os nutrientes presentes nos alimentos sólidos, como frutas, carnes, verduras e legumes. Por isso, nesses casos, procure o pediatra para uma orientação direcionada. As mães que sentem muita dificuldade em romper o vínculo com o filho, por diversas questões emocionais, podem buscar apoio psicológico.


Importante lembrar de que a recomendação básica é que a criança seja alimentada exclusivamente no peito até o sexto mês de vida, quando acontece a introdução de frutas, papas e sucos.

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