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Como lidar com as birras? { Por: Willa Marques - Psicologa }

Essa semana eu conheci a Willa Marques, pela nossa Fan Page, psicóloga, mãe de um lindo menino chamado Eric, 24 anos, ela super topou vim dividir com a gente um pouco do seu conhecimento e claro nos ajudar MUITO, com nossas dúvidas.  

Hoje a dúvida é especialmente minha, mas sei que muitas mamães vão se identificar também, uma das coisas que me deixa mais doida nesse mundo materno, são as birras, muitas vezes eu já vim dividir sobre esse assunto com vocês né?  Muito difícil, saber como lidar,  se isso é culpa nossa ou não né?  
Eu particularmente cheguei no ponto de pensar, que tudo aquilo era culpa minha, que eu havia errado muito com tudo em relação ao Murillo, que havia mimado muito e tudo mais. 
Então que a Willa apareceu na página do Jovem Mãe e eu logo adicionei ela e começamos a conversar, ela topou falar um pouco desse assunto aqui para vocês e para me ajudar, fiquei ansiosa com esse texto por muitos dias.  

Vamos aprender como lidar com as birras?  
imagem: google
Birra de Criança...
Quem nunca assistiu a uma birra ensurdecedora de uma criança numa qualquer loja porque quer e tem de ter aquele brinquedo ou aquela fila inteira de chocolates que atire a primeira pedra! Pois é, todos nós. E quem já olhou para baixo e verificou que essa criança era sua criança, aquele doce e adorável ser pelo qual você faz tudo e mais um pouco? Pois é, muitos de nós. É algo que todos os pais irão passar em algum momento da vida...

imagem: google

Mas o que são essas tão temidas birras?
Embora ruidosas, desesperadas e embaraçosas (principalmente em público!) as birras não são mais do que manifestações da vontade da própria criança que, por volta dos 2 ou 3 anos (alguns um pouco mais cedo), descobrem essa maneira de se fazer ouvir… e de que maneira! O comportamento infantil é diferente de criança para criança, sendo que algumas contestam mais os limites e as regras impostas pelos adultos do que outras.
Gritam, choram, dão pontapés, agitam os braços, deitam-se no chão, atiram brinquedos e objetos pelas coisas mais simples: não querem comer a sopa, não querem tomar banho, não querem dormir, querem aquela boneca ou guloseima no hipermercado (porque é que os levamos para estes sítios?!).

O que isto significa?
Esquecendo, o constrangimento que tomam conta dos pais nesse momento, acredite,  há um lado positivo destas “criancices”: no fundo, as birras são uma manifestação saudável das emoções, sentimentos, vontades e necessidades da pequenada. Afinal, estão a desenvolver a sua personalidade, só não sabem como expressar-se da melhor forma, porque nas suas mentes (sim, não nos podemos esquecer que estamos a falar de criaturas de palmo e meio!) apenas querem satisfazer a necessidade do momento e muito rapidamente – nesta altura das suas vidas não têm qualquer outra preocupação ou entrave, além da contestação dos pais. Nós aprendemos ao longo da vida os nossos limites e é por isso que em um acesso de raiva não saímos por aí a fora quebrando tudo e no caso dos pequenos esses limites ainda estão sendo assimilados

imagem:google
  O que não devo fazer?
NUNCA eu disse NUNCA MESMO ceda às birras de uma criança, nem porque se sente culpado por não passar muito tempo com ela ou porque tem-se portado tão bem nos últimos tempos ou então porque está a morrer de vergonha numa loja. Ao ceder, vai passar a mensagem que as birras são normais e perfeitamente aceitáveis para as crianças obterem aquilo que desejam e, pior, dará asas a um ciclo vicioso que se tornará cada vez mais difícil de controlar e ultrapassar, nesse momento passa a prevalecer a lei do grito: quanto mais alto eu gritar, mais rápido irei obter ao que desejo!
Ao não conceder o desejo da criança você estará ensinando que existe um tempo para tudo, ou seja, não pode ter tudo o que quiser e na hora que quiser, existem regras e limites que têm de ser respeitados sempre; tem de aprender a lidar com as suas próprias frustrações; tem de saber esperar pelas coisas que quer e que, a maior parte das vezes, terá de lutar para conseguir. Lembre-se que o nosso NÃO é dito como amor, diferente do mundo lá fora que o ensinará de outras formas

O que devo fazer?
Mantenha a calma!!! É difícil, mas não impossível! Talvez a coisa mais difícil de fazer no meio de uma sessão de birras, mas a mais eficaz. Respire fundo, não eleve a voz, não ceda aos nervos, seja claro e dê tempo ao tempo, por mais que 5 minutos pareçam 5 horas, ignore-a. Pode parecer, à primeira vista, um pouco desumano ignorar uma criança, mas no fundo, pretende-se que ignore a birra – não responda à criança, não olhe para a criança. Nas primeiras birras esta atitude pode não resultar não na calmaria da criança, mas no inverso, aumentando até a sua intensidade (para chamar a sua atenção claro!) mas, se o fizer regularmente, as birras vão acabar porque a criança vai perceber que não estão a surtir efeito, você estará condicionando o seu filho, a saber que aquele comportamento não trouxe o que ela desejava. Evite utilizar a força física com a criança. A birra em si já é tão “violenta” e descontrolada que bater a criança vai apenas incendiar um fogo que já está com chamas altas. Se a birra ocorrer em casa ou noutro espaço família deixe a criança sozinha, experimente se distanciar dela, deixando-a sozinha durante alguns minutos ou segundos. Claro que uma criança zangada e só pode fazer estragos, por isso, controle esse tempo conforme a sua idade, o ideal é um minuto para cada ano da criança (se a criança tiver 5 anos, não a deixe sozinha mais do que 5 minutos, por exemplo). É uma espécie de “castigo” que funciona muito bem porque, não tendo “audiência” a criança vai acabar por se acalmar mais rapidamente. No entanto, e para se salvaguardar de uma possível parte dois, só a deixe voltar, quando estiver calada por mais de 30 segundos. Não ameace com castigos que não vai conseguir cumprir. Uma criança tem de estar cientes das consequências que possam vir das suas ações, boas e más e caso você não cumpra perderá credibilidade e dará combustível para novos ataques. Uma das estratégias mais utilizadas com as crianças que fazem birras é colocá-las sentadas numa cadeira já designada para o efeito ou então numa esquina, de onde apenas podem sair quando a mãe ou pai disser.
Como lidar com birras persistentes? Claro que existem miúdos com pulmões de verdadeiros sopranos e pilhas que parecem não ter prazo de vida, resultando em birras que não cessam e têm tendência para piorar. Nestes casos, é importante estabelecer contato físico com a criança (colocar-se ao seu nível, abraçá-la, pegar nela ao colo), com o intuito de a acalmar, sem ceder ao seu pedido. Concentre-se no seu estado emocional e não na sua exigência, falando com ela tranquilamente, de preferência sobre outras coisas. Felizmente, a fase das birras é isso mesmo, uma fase passageira. No entanto, se sentir que as birras da sua criança se tornam mais frequentes e sem sinais de abrandamento, fale com o seu pediatra e procure ajuda para possíveis causas orgânicas e biológicas.
A autodisciplina é ensinar a criança a controlar, positivamente, as situações em que se encontra. Uma vez conquistada, as birras desaparecem, quase como por magia, não é fácil, mas também não é impossível!




Se você tem alguma dúvida, e quer ajuda da nossa psicóloga, mande um e-mail para contato.jovemmae@gmail.com 
Para conhecer um pouco mais do trabalho dela, curta a sua fan page CLICANDO AQUI

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