2014

O nascimento de um pai♥

13:52

No dia 27 de Dezembro de 2010  nossas vidas iriam mudar completamente, quando você está grávida, você pode continuar sua vida “normal” a não ser nos últimos meses, que o incomodo da barriga e as dores e te pegam e tudo muda. O Rapha me acompanhou em todas as consultas, todos os exames, em todas as vezes que eu fui no pronto socorro, durante a minha gravidez, mas realmente, ainda não havia caído a ficha dele sobre “ser pai”. Afinal, quem estava mudando era eu e como ele sofreu durante essa gravidez hein?  Hoje eu paro e penso em quanto os hormônios tomaram conta de mim e fico morrendo de dó dele e agradecendo muito por ele ter me aguentado e ter entendido que aquela não era eu. Hahahaha.



Eu me internei no dia 26, as 23h da noite, o meu parto estava marcado para o dia 27/12  as 06h da manhã. Não me lembro exatamente que horas a enfermeira foi me buscar, sei que a partir daquele momento o Rapha não ficou mais comigo e aquilo foi me deixando cada vez mais nervosa e ansiosa, para encontrar com ele e para conhecer o Murillo.  Fui levada para o centro cirúrgico, tomei a anestesia e nada do Rapha aparece, lembro que uma hora decidi não prestar mais atenção na porta e procurar relaxar para aproveitar mais o momento, estava completamente tensa. Quando senti a mão do Rapha acariciando a minha cabeça, ali eu consegui relaxar, ele estava ali, deu tempo..hahaha..eu achei que ele iria perder a chegada do Murillo. Um olhar de ansiedade nítido, ele não conhecia se concentrar nos médicos, em mim, em nada...ele me olhava, me dava um beijo e voltava a fazer carinho na minha cabeça. Quando meu médico chamou ele para filmar, quando eles tirassem o Murillo. Ele se levantou e foi, quando o Muri saiu, deu uma engasgada e não chorou direto. Eu só conseguia ver a expressão do Rapha, não conseguia ver o Murillo, aquilo foi me deixando tensa e comecei a passar mal, até que o Muri chorou e o Rapha foi acompanhando a enfermeira com ele no colo, ela entregou ele para o Rapha, ele sentou do meu lado.

  
Essa cena é praticamente impossível de descrever, o olhar dele para o Murillo, um Raphael que eu não conhecia, um olhar de puro amor, ali nascia um pai, um pai mais do que apaixonado, alucinado de amor, ele paralisou. Até que a enfermeira pediu para que ele chegasse mais perto de mim para que eu pudesse para um beijo no Muri, e rapidinho o levou.
Depois que o Muri saiu da sala, ele chegou perto de mim, me deu um beijo e disse “Obrigado!” e foi retirado da sala também, eu não conseguia chorar, estava passando muito mal da anestesia, relembrar este momento me faz sentir uma sensação de realização, de sorte, de agradecimento por ter encontrado ele, pelo nosso amor, pelo fruto do nosso amor.




O nascimento do Murillo, trouxe o nascimento de um pai, de um lado carinhoso do Rapha, que não sou eu não conhecia, ninguém nem os pais, nem os amigos, ninguém. Claro que ele sempre foi carinhoso comigo, mas de uma forma diferente, com o Murillo ele não tem barreiras, ele tem vergonha de expressão esse sentimento tão lindo que existe entre ele e o Muri.
E o melhor de tudo, ele é a CARA do Rapha! Desde o primeiro dia no hospital até com aquela carinha de joelho ele parecia muito com o Rapha, hoje nem se fala né? 



Não me canso de olhar as fotos da maternidade, os 4 dias mais incríveis de nós três juntos,  as cenas passam como um filme na minha cabeça, o Rapha ficava com ele no colo quase a noite toda, assistindo os Simpsons e hoje o Muri é louco pelos Simpsons.  Os dias que ele chegava em casa depois do trabalho, o Muri estava dormindo no berço, ele pegava e colocava ele na cama com ele e ficava vendo tv, abraçado com ele.  Dos dias que ele deu banho no Muri, trocou, das madrugadas que ele acordou para me ajudar, de todas as vezes que ele saiu do trabalho para chegar mais cedo em casa e brincar com o Muri.




Dos finais de semana jogado na sala brincando com ele, da primeira vez que o Muri jogou bola com ele. Eles são realmente o amor incondicional, das duas partes, Murillo tem o pai como um herói, um espelho fora do comum.  

O Rapha gravou na pele esse amor, e todas as vezes que falamos sobre ele, ele não cansa de repetir que quer ser o melhor para o Murillo, o melhor que ele puder. 

Nós somos mães desde o momento em que descobrimos que o bebê está chegando, somos nós que sentimos o bebê mexer e tudo mais. Eles também são pais desde quando descobrem a gravidez, os dois acompanham tudo juntos, mas o verdadeiro nascimento de um pai é quando o pega no colo pela primeira vez♥

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3 comentários

  1. Ounwww mô deus que história linda, que deus abençoe a familia de vcs !! Beijinhos ♥

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Que lindo Camila!! Eu chorei muito aqui! Lembrei do pai que a minha filha um dia teve e que sumiu depois da nossa separação. Lembrei da falta que ele faz na vida dela e do quanto eu me desdobro pra tentar fazer os dois papéis, mesmo sabendo que pai é pai e mãe é mãe (pelo menos eu tento rs). Deus abençoe MUITO a família de vocês. Acompanho o blog há algum tempo e é lindo ver o amor, o carinho e o respeito de vocês. O Murillo tem muita sorte!!! Beijinhos.

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